Quem disse que tamanho é documento?

“Dentro da compreensão da sexualidade masculina, uma das questões que mais preocupam os homens são aquelas relacionadas ao TAMANHO do PÊNIS. Este assunto também é de interesse feminino, especialmente quando se trata de pensar na primeira relação sexual, no sexo com penetração vaginal (se vai doer, se vai sangrar o hímen etc).

Mas não é só o tamanho do pênis que preocupa, em especial, os homens! Há outras inseguranças: será que é torto demais? Parece muito escuro? Parece fino? Por que se curva para baixo ou para o lado quando está ereto?

Essas preocupações são RESULTADO de um APRENDIZADO! Desde criança, nossa cultura ensina algumas idéias sobre a masculinidade e sobre a estética do corpo, que não são, necessariamente, verdadeiras ou imprescindíveis à vida sexual satisfatória. Uma delas é a idéia de que quanto maior a dimensão do pênis, maior será o prazer da mulher. Ou então, que as mulheres “preferem” os homens com pênis grande.

Bom, daí poderíamos até pensar que apenas os heterossexuais, que pretendem se relacionar com mulheres, estariam preocupados com esse mito, e que os gays (que tem seu desejo erótico e afetivo voltado a outros homens), não seriam influenciados por essas idéias. Mas não é bem assim!

Os homens, independentes de sua orientação sexual, se preocupam com o tamanho do seu pênis, pois, para o significado social da masculinidade, nos é ensinado que somente se “é homem” se o pênis for grande, ou seja, quanto maior o pênis, mais viril este homem é, mais potente sexualmente, mais macho! Isso é uma bobagem!

Quando, especialmente na adolescência, os meninos começam uma compulsiva comparação de seus pênis com o de seus colegas, são estabelecidas desleais e discriminatórias relações com a força física, com a potência sexual, com a virilidade, com a masculinidade. É como se o homem fosse “naturalmente” mais forte, mais potente e mais viril por ter o pênis maior e, com isso, ganhasse em valor, poder e respeito social. Essa associação, repito, não é verdadeira!

Penso que essas comparações acabam definindo relações de poder e conseqüente dominação, tanto entre os homens, como entre homens e mulheres, principalmente quando o homem acredita na necessária dependência do prazer da mulher em relação ao seu órgão fálico.

Precisamos compreender que HOMENS e MULHERES, em inúmeras características físicas, SÃO DIFERENTES! Individualmente começamos a perceber as mudanças do corpo na puberdade (dos 10 aos 16 anos), onde o pênis começa a liberar esperma quando ejacula, a crescer, a engrossar, a escurecer os testículos, a aumentar de tamanho, e, esses processos diferem de garoto para garoto.

Penso que o problema não está na diferença do tamanho do pênis! O problema está nas informações sócio-culturais que reforçam essas idéias negativas e, que deixam rapazes e homens, neuróticos, inseguros, em processo infindável de comparação e ansiedade. Essa angústia é que pode, tornar-se um grande obstáculo para a auto-estima e para a segurança no estabelecimento de relacionamentos afetivos e para a vivência prática da sexualidade masculina.

E, sobre o PRAZER da MULHER, a idéia de que quanto maior o pênis, maior será o prazer feminino, não é verdadeira! Além do mais, esse mito acaba reforçando outra visão equivocada: a de que o sexo com penetração vaginal é a prática sexual, necessariamente, mais importante e prazerosa para mulher.

Vamos pensar sobre isso: quando no estado de repouso, a vagina fica levemente umedecida. Quando a mulher fica eroticamente excitada, ela fica molhada; se contrai e se distende capaz de acomodar um pênis ereto. Da mesma forma que a vagina é elástica o bastante para permitir a passagem de uma criança durante o parto normal, no momento da relação sexual ela pode se alargar o suficiente, de acordo com o tamanho do pênis, em questão. Embora a extensão da vagina possa variar, aproximadamente, entre 8 a 15 cm, estudos comprovam sua maior sensibilidade prazerosa ao redor dos 5 cm iniciais, fato este, que dispensaria grandes dimensões do órgão masculino, para o prazer da mulher.

Da mesma forma que os homens apresentam tamanhos de pênis diferentes, estaturas diferentes, preferências sexuais diferentes, etc, nas mulheres as características físicas, bem como as preferências sexuais, também variam. Não há, portanto, regra geral ou tamanho de pênis, na prática, preferido como padrão único!

Vale à pena refletir que, a prática sexual de penetração do pênis na vagina pode se constituir, numa entre tantas outras opções, que levam ao prazer numa relação entre um homem e uma mulher ou numa relação entre duas mulheres que se utilizam, por exemplo, de consolos e vibradores. Da mesma forma que a prática sexual de penetração do pênis no ânus pode se constituir, numa entre tantas outras opções, que levam ao prazer numa relação hetero (entre homem e mulher) ou homossexual (entre homem e homem; entre mulher e mulher).

A importância dada somente ao sexo vaginal revela o LIMITADO OLHAR SEMPRE REPRODUTOR da sexualidade humana; revela uma conveniente VISÃO MACHISTA, pela necessária dependência do prazer da mulher em relação ao homem; revela uma grande FALTA de CRIATIVIDADE entre os casais na busca de outras formas, associadas e alternativas de prazer (sexo oral, sexo anal, a masturbação, o uso de artigos eróticos etc).

Concluo lembrando que, além das preferências individuais por formas, tamanhos e tipos, o prazer sexual está também relacionado às fantasias eróticas que o acompanham. Essa erotização mental é, antes de tudo, reflexo individual. No entanto, pode estar determinada no IMAGINÁRIO COLETIVO. Neste ponto, quando uma idéia não verdadeira é absorvida pela pessoas (e um forte exemplo disso é o mito do tamanho do pênis), o mito pode ser tão fortemente projetado na mente das pessoas que pode passar a ser determinante, não só daquilo que passam a ter como verdadeiro e normal, como também exercer forte influência sobre a manifestação de suas práticas e desejos.

Temos de tomar cuidado porque neste caso, quando acreditamos cegamente no que nos ensinam como verdade, podemos nos tornar escravos dessas idéias! Essa ESCRAVIDÃO é uma forma de limitar a expressão da sexualidade individual. É, também, uma forma conservadora de limitar as possibilidades da sexualidade de homens e mulheres e, é uma forma da repressão sexual se expressar na mente de cada um de nós. Pense nisso!”

Tirado de: http://www.iconquista.com.br/index.php/2007/07/16/quem-disse-que-tamanho-e-documento

Fotografia de: O toupeira

Acho que todos os homens devem ler isto incluindo eu e já agora todas as mulheres também.

Abraços e beijinhos e tenham calma que eu vou comentando os vossos blos aos poucos.

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8 comentários

  1. Casal do Arrocha

     /  05/01/2009

    Por isso que digo sempre:
    “Mas vale um pequeno brincalhão do que um grande bobão!”
    rsrsrsrs
    Sem stress em relação a isso.
    Bjs.

  2. naty

     /  05/01/2009

    Amiga(o) que em 2009 a Felicidade adopte seu coração, que o Carinho resida em seus caminhos, que os Amigos Leais se multipliquem, e que a Paz e amor se faça presente Sempre em sua vida, nossas vidas, para todos e para o mundo…beijos com amizade e carinho da naty

  3. intimidades

     /  05/01/2009

    empenho e documento

    Jokas

    Paula

  4. Malu

     /  06/01/2009

    A sociedade e a midia criam tantos mitos, que muitas vezes causam danos psicologicos as pessoas…e q são dificeis de se apagar

  5. Helena

     /  07/01/2009

    Como a Malu diz MITO….
    mas existem formas de solucionar e a realidade é que as pessoas são tão hipócritas que acreditam que a casca vale mais…
    bjs amigo.

  6. Rinaldo Castro

     /  12/01/2009

    Olha, seria confortável se muitos homens que tem dificuldade com relação ao tamanho, procurasse ler mais as opiniões ou comentários sobre o assunto. Eu mesmo tive dificuldades iniciais e já evitei bons momentos com pessoas incríveis, onde eu mesmo desviava o próprio rumo das coisas diante da timidez. Com o passar do tempo e com o encorajamento fui percebendo que o significado principal do relacionamento íntimo entre duas pessoas se firmava mais no ”como fazer” e não somente no fazer. Que não importa o tamanho e sim o efeito que é capaz de proporcionar a cia. Hoje me sinto bem tranqüilo quanto a esta questão em virtude do índice de aprovação que percebo nas parceiras e que em muitos casos é manifestado por elas mesmos. Algumas até com parceiros conjugais ou normais que segundo afirmam serem muito bem dotados, mas que se realizam muito bem comigo. São depoimentos assim que poderão tirar a timidez de alguns homens, como no meu caso, que são bem aptos e desconhecem o próprio potencial.
    rinaldobcastro@hotmail.com

  7. Quando a lua apareceu

     /  12/01/2009

    modesto mas trabalhador! 🙂
    husband

  8. Não é o tamanho que conta, mas sim o que se faz com ele:)

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